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No Balanço do Vento

Bem vindos ao Monastério do Silêncio e, que a paz de Deus esteja com vocês.

Que tarde maravilhosa onde o vento suave balança as folhas dos coqueiros, das mangueiras e do abacateiro levemente. Ele parece estar saudando o entardecer num momento maravilhoso em que o sol se põe e arrebata nossa mente e nosso coração. Toda a singeleza do pôr do sol lança suas inspirações para que a vida possa brilhar mais e mais ainda. Os passarinhos na sua revoada cantam sua canção do entardecer buscando seu refúgio para passar a noite longe dos perigos das sombras que não tardam a engolfar toda esta parte do planeta. Seus cantos arrancam murmúrios de um ouvido e de um coração mais atento que participa de tudo ao redor apreciando a alegria através da alegria. Os lábios sorriem e os olhos se encantam, mas a alegria externa é simplesmente uma reflexão da luz interna que brilha abrindo clarões na floresta mental de problemas causados pelas tempestades do cotidiano.

Como parece difícil viver estes momentos onde tudo se aquieta internamente e somos capazes de observar clara e objetivamente o que está acontecendo ao nosso redor sem acrescentar e sem tirar nada do que estamos vendo, ouvindo, cheirando, degustando ou sentindo. Parece difícil porque esquecemos que estes momentos de felicidade é só uma questão de uma decisão interna que muitas vezes não parece ser uma decisão nossa, mas que na verdade é. Saber que é uma decisão nossa é o primeiro passo e tomar a decisão de entrar neste estado mental idílico é o segundo. Num movimento simples qualquer um pode chegar a este estado basta relaxar, respirar profundo pelo menos umas dez vezes, olhar ao redor onde quer que se esteja, começar a prestar atenção a tudo e a todos e fazer um esforço de ver o belo nas coisas mais simples por mais feias que elas pareçam. Cultivar e expandir o sentimento delicioso e positivo que vem deste movimento que pode ser alegria, compaixão, amor, serenidade, curiosidade ou qualquer outra emoção positiva bem como deixar ela aumentar dentro de nós.

Porque não fazemos isto mais vezes? A decisão é simples, pois é colocar de lado o nosso ego, este voraz pelo sangue da miséria, que cultiva os pensamentos e emoções negativas constantemente. Contudo, não é fácil porque deixamos o ego constantemente tomar conta de nossa mente a cada segundo do nosso cotidiano a medida que alimentamos a necessidade dele de manjar-se do sangue vermelho das forças brutas que espalham violência e dando assim a ele uma força que ele não tem. Desta maneira nossa vigilância mental contra o ego e não a favor dele fundamental como sabemos. Trocando em miúdos a nossa vigilância contra os estados internos negativos e o cultivo de estados internos positivos tem que ser constantes.

De repente a cigarra canta o seu canto estridente chamando a chuva para banhar nossa mente e nosso coração deixando assim brotar o verde da vida que sumiu quando fogo da seca, da miséria e do abandono abateram sobre o jardim de nossa mente que ficou sob a mercê do nosso ego. Que alegria maravilhosa para as flores do jardim do Senhor saber que Seu Filho está de volta mesmo que seja por instantes, por segundos, cultivando e deixando o verde crescer e amadurecer com sua força e seu vigor habitual.

Façamos como os passarinhos e a cigarra, cantemos o hino do Senhor para que a alegria possa voltar ao nosso coração e a nossa mente trazendo o perfume maravilhoso e sem igual que exala da Flor de Lótus, essa flor divina que manifesta e concentra-se na sua beleza tudo que transforma nosso ser interior e nos leva a recordar da nossa morada divina. As pesquisas nos mostram que quando vivemos estes momentos de perfume quase que divinos de uma simples alegria nós abrimos nossa consciência e aumentamos nossas forças para ser mais criativo, relacionar melhor com os outros, comunicar com precisão e alegria nossas ideias e inspirar a nós mesmos e aos outros a viver uma vida rica e bela.

Assim não deixemo-nos abater quando entramos em estados negativos e esquecemos de cantar o Nome do Nosso Bem Amado, que reside na parte mais profunda, mais íntima e mais central da pracinha que vive no centro de nosso jardim interior através de um simples momento de alegria. Desta maneira no coreto da pracinha interior, sob a luz do pôr do sol e das estrelas, podemos reverberar a música maior que é tocada e entoada nos cânticos arrebatadores da alegria e da felicidade da vida.

Que Deus abençoe todos,

Antonio.

 

Antonio Monteiro dos Santos, Ph.D., MSCP

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