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Criando Relações Extraordinárias na vida pessoal e profissional

As nossas relações são fundamentais em todos os aspectos de nossas vidas, pois delas dependem nosso sucesso na família, na sociedade, na nossa vida religiosa, política e espiritual, bem como no nosso trabalho. Você já pensou que sem nossa relação com o outro não podemos saber que existimos? Sem nossas relações como podemos saber se estamos vivendo bem ou mal? Sempre ouvimos o ditado de que ninguém é uma ilha e nós estamos constantemente nos ilhando, isolando e nos separando dos outros em nome da defesa dos nossos “melhores interesses” que só nos faz sofrer.

Passos para relações extraordinárias

Criar relações extraordinárias é muito simples, mas não é fácil, porque requer muito trabalho neste mundo, onde tudo se quer alcançar com rapidez e facilidade. Vários passos são necessários para se criar relações deste tipo:

  1. Ter consciência da natureza e qualidade de suas relações.
  2. Cultivar uma honestidade brutal com tudo e com todos sem subterfúgios. Este tipo de honestidade nos liberta de maneira profunda, pois como nos diz Um Curso em Milagres existem dois movimentos internos para sairmos da escuridão: um é reconhecer que escuridão não esconde nada e o outro que não existe nada que queremos esconder mesmo que possamos.
  3. Aumentar nossa flexibilidade, pois sem flexibilidade qualquer coisa se quebra com o menor vento.
  4. Cultivar alegria e felicidade, pois onde não há alegria e felicidade há morte. Nesta situação, tudo que pensamos, sentimos e fazemos traz dor e sofrimento. O cultivo da alegria inclui vigilância contra nosso próprio ego.
  5. Planejar constantemente. A ideia de que a vida está nos acontecendo e que não precisamos ou não temos que fazer nada para ela acontecer é um dos maiores enganos.

Porque as relações não dão certo?

Um dos aspectos fundamentais que atravancam ou mesmo acabam com qualquer relação diz respeito ao nosso ego e como o deixamos invadir nossa mente e, consequentemente, nossas relações. Assim, para respondermos a esta pergunta precisamos compreender um pouco de como a mente funciona. Uma maneira simples de entender o funcionamento da mente é estar consciente de que ela contém basicamente dois sistemas de pensamentos como nos ensina Um Curso em Milagres: o do ego e o do Self.

De um lado, o sistema de pensamento do ego é inteligente, mas não tem sabedoria. Ele é a fonte de toda a mentira, a calúnia, o egoísmo, a enganação, ciúme, apego, dor, sofrimento e muito mais. Sendo fonte de tudo isto o sistema de pensamento do ego luta pela separação, uma vez que quanto mais nos sentirmos separados do outro mais em controle ele está da mente. Este sistema de pensamento é baseado na falta de amor, pois onde não existe amor existe separação.

Do outro lado existe na mente o sistema de pensamento do Self, do Ser Superior ou como nos diz Um Curso em Milagres, o sistema de pensamento do Espírito Santo, que além de ser inteligente é sábio. Ele é a fonte de toda alegria, felicidade, honestidade, carinho, desapego, bondade, empatia, compaixão e muito mais. Como fonte de tudo isto ele é nosso guia em direção a união que traz paz, saúde, criatividade e força interna. Somente quando permitimos o Self guiar nossa mente existe Amor verdadeiro, porque onde existe amor é impossível acontecer a separação.

A todo segundo estamos escolhendo entre o ego, para controlar nossa mente, ou o Self para guiá-la. Quem faz esta escolha, segundo Dr. Kenneth Wapnick, que foi um dos grandes estudiosos do Curso, é o Decisor, cuja única função dentro da nossa mente é decidir entre estes dois sistemas, estabelecendo assim qual vai comandá-la a determinado momento.

Desta maneira, no fundo as relações não dão certo porque deixamos nosso ego tiranizar nossa mente e assim destruir tudo de bom que existe dentro dela. No momento que designamos o ego como chofer de nossa mente, neste mesmo instante abandonamos o Self, o Espírito Santo. Todo conflito em qualquer relação pessoal ou profissional vem desta simples escolha que fazemos, na maioria das vezes inconscientemente Este processo é simples, mas não se engane porque não é fácil mudar. A mudança requer muito trabalho e, às vezes, mais do que estamos dispostos a fazer.

As percepções errôneas do ego

Nosso ego é a fonte de todas nossas percepções errôneas e uma das maiores percepções errôneas do ego é com relação ao amor. O amor é confundido com ciúme, apego, troca, simples prazer físico e até violência. Ouvimos muito dizer que “tenho ciúmes porque te amo” ou até mesmo que “bati em você porque te amo”. Esta confusão tem como único objetivo manter fomentada a separação, pois quem está confuso não sabe diferenciar a separação da união.

Outra confusão maior do ego é confundir causa com efeito. No cotidiano estamos sempre pensando e até vivenciando a causa do nosso sofrimento, da nossa dor como algo externo, do qual não temos nenhum controle. Assim, é “natural” pensar que o outro é a causa de toda minha miséria sendo este completamente responsável pelo que acontece comigo.

Um Curso em Milagres nos ensina que causa e efeito estão invertidos no mundo do sistema de pensamento do ego e que na verdade toda a causa do nosso sofrimento, em última instância, é a escolha que fazemos internamente de deixar o ego controlar nossa mente ao invés de colocar o Espírito Santo como guia dela. Está claro que não temos controle do que nos acontece externamente, mas não só temos, mas devemos aprender a ter controle de como reagimos às coisas que nos acontecem na vida.

A Resiliência e as relações saudáveis

Resiliência é uma palavra que está muito presente dentro da psicologia atual e já se tornando parte do domínio público. Resiliência significa a habilidade de uma pessoa se recuperar ou se adaptar bem dentro de um prazo rápido a alguma doença, mudança na vida, decepção, má sorte e assim por diante. Podemos dizer que quanto melhor e mais rapidamente a pessoa se recupera ou se adapta a uma situação diferente ou nova para ela, mas forte é a sua resiliência.

Uma das características de relações extraordinárias é a habilidade das pessoas de se recuperarem ou se adaptarem rapidamente a qualquer mudança na relação. Por exemplo, todos os dias temos oportunidades para conflito um com o outro nas nossas relações e estes conflitos nos deixam com mágoas, raiva, ódio, tristeza e outras emoções fortes. As pessoas com uma resiliência forte resolvem ou se adaptam ao que ocorreu mais rapidamente do que aquelas cuja resiliência é fraca. Com isto elas têm mais facilidade de perdoar e de esquecer o que aconteceu e aprender com o que aconteceu. As pessoas com uma resiliência forte resolvem o que tem que ser resolvido de imediato sem guardar nada para depois. Já as pessoas com a resiliência fraca ficam guardando mágoas por muitos dias e dias, meses e meses ou mesmo anos e anos tornando a relação um desespero para ambos os lados.

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